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Painel ecumênico homenageia Marielle e defende Igreja fora da Igreja

  • willian
  • 16 mar 2018

Teólogos e religiosos de diferentes denominações religiosas participaram ontem (16/03) do Painel Ecumênico, no Fórum Social Mundial, para refletirem sobre as Igrejas na resistência aos cenários de Golpe na América Latina. O evento começou com uma homenagem à vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, que foi assassinada na noite de quarta-feira (14/03).

A pastora feminista Odja Barros, da Aliança de Batistas do Brasil e assessora do CEBI, falou emocionada sobre o assassinato de Marielle e fez críticas ao golpe político. “O golpe está nos destruindo como povo”. Para ela o corpo da mulher representa uma ameaça para o sistema político atual. “Porque será que nós mulheres ameaçamos tanto essas estruturas de poder e de morte?”. A pastora ainda falou da Igreja em saída. “Precisamos reverenciar a Igreja fora da Igreja”, defendeu. 

Para a pastora luterana Cibele Kuss, o campo ecumênico tem que buscar o caminho comunitário. “O nosso papel no campo ecumênico é atuar de forma didática e pedagógica para recriar caminhos comunitários”. 

Para o filósofo e teólogo Junior Aquino, a forte presença de crentes nos Fóruns é a prova de que a fé convoca , mobiliza e envolve. “A experiência de Deus não se restringe ao âmbito da interioridade. Nós afirmamos a espiritualidade derrubando cercas e reivindicando direitos”, defende.

O monge beneditino e teólogo, Marcelo Barros, lembrou que temos que desconstruir o cristianismo da maneira como é pensado pela maioria. “Diplomacia e fingimento não são fé, muito menos são ecumenismo. O apelo é para sermos mais proféticos. Não podemos ser coniventes com o autoritarismo e com o clericalismo”, defendeu. Barros também falou sobre a Igreja fora da Igreja. “As comunidades indígenas e afros podem ser esses condutores de resistência”. Sobre a Igreja ele ainda refletiu: “a Igreja não é uma democracia, é uma comunhão”.  
 

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