Um video de origem desconhecida tem circulado nas redes sociais, em conjunto com um texto, que aponta todas as controvérsias do empreendimento que está sendo
planejado para a Ponta dos Castelhanos, na ilha de Boipeba, famoso destino turístico que faz parte do município Cairu, no litoral baiano. A construção do condomínio fechado fará com que os pescadores e pescadoras artesanais da comunidade de Cova da Onça fiquem totalmente cercados pelo empreendimento, não tendo espaço nem mesmo para construção de novas residências para os filhos e filhas dos moradores locais.
Para saber mais, leia:
Nota de Repúdio ao Licenciamento do Empreendimento Ponta dos Castelhanos
Confira o vídeo e o texto que o acompanha, logo abaixo!
Vídeo:
Texto apócrifo:
CONHEÇA AS VERDADES SOBRE O MEGAEMPREEDIMENTO QUE PRETENDE SE INSTALAR NA COMUNIDADE DE COVA DA ONÇA!
– O megaempreendimento é na verdade um grande um condomínio fechado para pessoas de altíssima renda, prevendo a construção de residências e pousadas de luxo, píer e infraestrutura náutica, aeródromo e campo de golfe.
– Caso seja implantado significará a privatização e cercamento de quase 20% da ilha de boipeba, que ficará destinada ao uso exclusivo dos milionários que terão condições de se hospedar nas casas e pousadas do condomínio/resort.
– As terras onde o empreendimento pretende ser implantado são públicas da União, e fazem parte do território tradicional das comunidades da ilha. A legislação federal dá prioridade às comunidades na concessão das terras públicas (Lei Federal n° 9.636/98; Dec-Lei n° 271/1967;), por isto o Ministério Publico Federal cobrou da Superintendência de Patrimônio da União o cumprimento do direito ao território da comunidade de Cova da Onça, Monte Alegre e outras.
– Com a implantação do megaempreendimento, as comunidades da ilha, principalmente Cova da Onça, Monte Alegre, Moreré, terão seus caminhos tradicionais, áreas de lazer, fontes de abastecimento de água, áreas de pesca e áreas de extrativismo privatizadas e/ou destruídas. Até praias eles querem privatizar! O campo de mangabas pode ser transformado em um campo de golfe!
– Vai resultar no desmatamento de áreas enormes de mata atlântica, de manguezais, de restingas, além de afetar o acesso à água que já é tão deficiente na ilha. Imaginem a quantidade de água que será necessária para abastecer os hotéis e para irrigar as gramas do campo de golfe!
– A comunidade de Cova da Onça ficará totalmente cercada pelo empreendimento, não tendo espaço nem mesmo para construção de novas residências para os filhos e filhas dos moradores locais.
– A prefeitura de Cairu e o Instituto Estadual do Meio Ambiente – INEMA estão concedendo autorizações para este empreendimento, desrespeitando as leis urbanísticas e ambientais, além do direito ao território das comunidades locais. Por isto, o Ministério Público Federal exigiu a suspensão das autorizações/licenças concedidas.
– É possível um modelo de desenvolvimento da pesca e do turismo comandado por quem vive nas comunidades. Um desenvolvimento que gere trabalho digno, que proteja o meio ambiente, que preserve e o território e o “bem viver” nas comunidades!