No último dia 22 de outubro, as Irmãs Franciscanas Bernardinas realizaram uma missa, transmitida remotamente, em comemoração aos 50 anos de presença da Congregação no
nordeste do Brasil. A missa foi o auge de um ano inteiro de comemorações por conta do Jubileu da Congregação no nordeste do Brasil.
“Ao longo do ano 2023, as Irmãs do Regional Nordeste debruçaram-se sobre o evento jubilar, entrando no espírito do Jubileu a fim de que este ano se tornasse o Tempo favorável de recordação e revisão de vida, tempo de ação de graças e tempo de renovação dos compromissos e de um novo começo. No dia 22 de outubro foi o grande momento de recolher todas as vivências do ano e, em uma celebração eucarística aconteceu a culminância do Jubileu”, explicou a Ir Maria Lúcia de Araújo, que atua como formadora auxiliar, na Casa de Formação da Congregação em Fortaleza (CE), e que também é membro atuante do Conselho Deliberativo do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) regional Ceará/Piauí.
Fundada em 16 de outubro de 1894, nos Estados Unidos, com irmãs da Polônia, a convite de um padre polonês, para catequizar e dar aulas para as famílias pobres polonesas que estavam trabalhando nas minas de carvão nos Estados Unidos, a Congregação chegou no Brasil em 1937, pelo estado do Rio Grande do Sul, com o primeiro grupo de Irmãs Franciscanas Bernardinas. Atualmente, além do Rio Grande do Sul, a Congregação está presente nos estados do Paraná, Roraima, Ceará e Pernambuco, além dos países da República Dominicana, Estados Unidos, Moçambique e Libėria.
No Brasil, inspiradas pelo carisma da Congregação que diz “Proclamar o poder do Nome de Jesus ( sua vida, sua pessoa e seu projeto), vivendo com simplicidade, alegria e confiança na Divina Providência, sendo no mundo presença de pessoas reconciliadas e reconciliadoras”, as irmãs atuam na evangelização junto às pessoas vulneráveis, através de Projetos Sociais com crianças e jovens, junto aos indígenas, ribeirinhos, formação de juventudes, presença solidária, pastoral dos pescadores, escolas, saúde alternativa, promoção humana e na defesa do planeta Terra através do movimento JPIC (Justiça, Paz e Integridade da Criação).
O começo da atuação da Congregação no Nordeste foi na cidade de Itapipoca (CE), em 1973. “A missão era muito mais incisiva e potente pois contávamos com um maior número de Irmãs jovens”, explica Ir. Lúcia, como é conhecida. Em 2005 teve início a atuação com os pescadores e pescadoras artesanais. “Iniciamos a missão em Barra de Sirinhaém, Pernambuco, e lá, sendo um distrito com população quase toda de pescadores e pescadoras artesanais, não podíamos exercer a missão evangelizadora, sem nos envolver com aquele público que estava tão carente de mudança na organização da classe, na Colônia Z 6, para poder atender a demandas tão diversificadas daqueles povos. Foram feitas muitas incidências, as pescadoras e os pescadores deram-se as mãos, acreditaram em seu potencial e a mudança aconteceu”, comemora ao relembrar a ocasião.
Esse tempo de trabalho junto aos pescadores e pescadoras artesanais tem servido como um forte processo de aprendizado. “Com esse trabalho junto às pescadoras e pescadores artesanais muito aprendemos, sobretudo a paciência e a confiança em Deus e no potencial dos pescadores e pescadoras. O cuidado com o meio ambiente, com as águas, com vida que ali pulsa, que já faz parte de nosso carisma Franciscano”, reflete a religiosa.
Vida longa às Irmãs Franciscanas Bernadinas!!!