
Em 2026 já aconteceram xxx acidentes e xxx quase acidentes marítimos por exploração de petróleo no Brasil
Fonte: Agência Nacional de Petróleo (ANP)
O crime do petróleo de 2019
e seus impactos
O crime do petróleo de 2019 foi o maior desastre ambiental já registrado no litoral brasileiro. O derramamento de petróleo atingiu mais de 3 mil quilômetros da costa, alcançando 11 estados, sendo nove do Nordeste e dois do Sudeste, e impactou diretamente 130 municípios, mais de 50 Unidades de Conservação e milhares de comunidades tradicionais. Mais de 5 mil toneladas de óleo foram recolhidas, enquanto uma parcela incalculável permaneceu no ambiente marinho e costeiro, contaminando praias, estuários, manguezais, recifes e territórios pesqueiros. Pescadores e pescadoras artesanais tiveram sua renda, sua saúde e seus modos de vida profundamente afetados.
Os danos socioambientais nunca foram plenamente dimensionados, os responsáveis seguem impunes e não houve reparação integral às comunidades atingidas.
A CPI do Petróleo foi encerrada sem relatório final. Faltam pesquisas sobre os impactos ambientais e à saúde, e os pescadores e pescadoras continuam expostos a substâncias tóxicas, à perda de renda e à insegurança alimentar. O fato evidencia a negligência do Estado, o racismo ambiental e a incompatibilidade entre exploração de combustíveis fósseis e justiça climática.
COMO AFETA VOcÊ?
Ao afetar os ecossistemas marinhos e costeiros que garantem o pescado consumido nas cidades, a exploração de petróleo ameaça diretamente a produção de alimentos e a segurança alimentar de toda a população.
Pesquisas sísmicas e derramamentos frequentes, muitas vezes invisibilizados, afastam ou matam peixes e mariscos, contaminam o pescado e destroem recifes de corais e manguezais: ecossistemas essenciais para o equilíbrio do clima e para a contenção das mudanças climáticas. Os efeitos já se manifestam em forma de calor extremo, enchentes e perda de biodiversidade, impactando não apenas pescadores e pescadoras artesanais, mas toda a sociedade.
A CAMPANHA
A Campanha Mar de Luta surgiu em 2020 como uma articulação nacional de pescadoras e pescadores artesanais, movimentos sociais, pastorais, pesquisadores(as) e organizações parceiras, em resposta ao maior crime ambiental do litoral brasileiro: o derramamento de petróleo de 2019. A campanha nasce da urgência de enfrentar a impunidade, o apagamento e a ausência de reparação às comunidades pesqueiras atingidas, colocando no centro do debate a defesa dos territórios tradicionais e dos modos de vida dos povos das águas.
Os impactos desse crime seguem presentes na saúde, na renda, na biodiversidade e nos territórios das comunidades, sem responsabilização dos causadores nem reparação integral por parte do Estado. Diante desse cenário, a Mar de Luta atua na denúncia do racismo ambiental e na crítica ao modelo de desenvolvimento baseado na exploração predatória da natureza, especialmente dos combustíveis fósseis, articulando incidência política e jurídica, comunicação e memória, mobilização social e articulação entre territórios, e reafirmando a defesa da consulta prévia, livre e informada (Convenção 169 da OIT), da regularização dos territórios tradicionais pesqueiros, do fim da exploração de petróleo e de uma transição energética justa, popular e inclusiva.
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Documentos que expressam as posições, análises e posturas oficiais da pastoral diante de diferentes contextos e acontecimentos que afetam os povos das águas, a sociedade como um todo e a organização da pastoral.


